A BALADA DO HERÓI MALDITO
Enfrentando a morte a cada segundo
Intrépido, valente e sem medo
Todos lhe invejam e odeiam
Todos o procuram quando nada mais resta a fazer
Assim vive o policial civil e militar
Um herói maldito
Amaldiçoado por muitos
Que queriam ser o que ele é, ou foi
Mas sem coragem e com inveja no seu porvir
Aplaudem apenas, quando são beneficiados,
Repudiam-no quando sofrem a punição
E julga-no, quando não tem capacidade de fazer
Sentenciando-o com ódio, prazer e desprezo
Num claro desabafo de sua frustração.
Se um pequeno deslize, em razão da função
Ameaça sua carreira gloriosa
Nada do que fez tem valia
Só o que vale é a punição execrável
E o escuro negro de uma prisão.
Na desvantagem de um confronto
Ao sentir os extertores da morte
No derradeiro suspiro dado,
Aquele bravo corpo caído
Somente é chorado e sentido
Pela família que o ama
E os poucos amigos que o admiravam.
No entanto, o herói maldito
Repousando seu corpo no sarcófago enfeitado de cetim
Sentencia:
Aqueles anti heróis que se desviam da função
Na plenitude de seu oficio
Devem ser alijados, presos, sentenciados
E seus nomes perpetuados nos oceanos do esquecimento .
Ass. Lobo Solitário











