*** MAMÃE ***(Para ler e refletir)
É aquela maravilhosa criaturinha que, com sacrificio e denodo, arrisca tudo, ate a propria existencia para nos dar VIDA... e nos o que fazemos por essa inusitada criatura?... NADA...
Quando nascemos, o leite sugado naquele peito lindo, nos alimenta e em breve, aquele mesmo seio magestoso vai perdendo sua beleza, tornando-se flacido e a beleza estetica desaparece, no entanto, sua finalidade é exercida com garbo e magestade: NOS ALIMENTA E FORTALECE...
Desde o nosso nascimento, dependemos unica e exclusivamente DELA. É ela quem nos protege e socorre; é ela quem passa noites inteiras sem dormir e, quando o dia já vem surgindo, continua ela acordada, fiel ao seu mistér de mulher guerreira, lutando sempre e sempre com muita alegria, felicidade e imenso amor.
No momento em que o cordão umbilical é cortado, iniciamos, com a ajuda dessa incrivel MULHER nossa jornada terrena, no entanto, nosso primeiro ato praticado é a rebeldia, expressada, atraves nosso CHORO de insatisção pela interrupção abrupta de nossa viagem uterina, a qual , desfrutamos, na maioria das vezes, durante duzentos e setenta e quatro dias.
Nenhuma criança nasce sorrindo, serena, ou mesmo tranquila, nenhuma criança ao nascer esboça um simples gesto de agradecimento a essa MULHER . Apenas ela, em sua felicidade íntima, derrama lagrimas de alegria, pelo simples fato de haver conseguido conceber e dar vida aquele que, vem a ser, o prosseguimentode sua espécie, com muito amor e sofrimento .
Nos, criança-criança, criança adolescente, criança adulta e criança velha, apenas exigimos e nada oferecemos expontaneamente do fundo dos nossos corações e quando fazemos, logo uma cobrança vem a caminho.
Positivamente somos animais, sem bondade, e ternura. Somente com o decorrer dos anos, nossa selvageria se vai amenizando, no entanto, não desaparece totalmente, pois trazemo-la irraizada em nosso EU INTERIOR, até o capitulo final da vida que é a irreversível MORTE.
Só buscamos essa heróica MULHER nos nossos momentos difíceis, aí sim, tornamo-nos meigos, humildes, carinhosos, dependentes, frágeis e sensíveis. No entanto, quando nos sentimos auto suficientes e independentes, ela é apenas um ser que de procedimento chato e inconveniente de nos se aproxima para, na maioria das vezes, dar ordens, emitir opiniões, sem ao menos respeitar a nossa privacidade. Esquece ela, que não pedimos pra nascer e ela, com uma autoridade que não lhe oferecemos, se sente dona da gente, dando, sem que tenhamos pedido, conselhos e broncas que, jamais estamos afim de ouvir ou levar.
Acontece que, um dia, um certo e inevitável dia, essa mulher irá para um lugar, onde apenas os JUSTOS podem alcançar e aí, diante desse fato, caímos diante da trágica realidade de nossa existência e, num balbuciar de menino, entre lágrimas e arrependimentos, de nossos lábios saem aquelas frases que ela, durante toda a sua existência terrena tanto desejou ouvir sem hipocrisias, apenas com a mesma fidelidade de sentimento que, nesse momento, estamos balbuciando, diante daquele corpinho tão frágil e inanimado, cercado de flores, com as narinas entumadas por algodão e os olhos opacos perdidos na imensidão do infinito:
MINHA MÃE ME PERDOE, FIQUE COMIGO, NÃO ME DEIXE SOZINHO. MÃEZINHA PRECISO DE VOCÊ, EU TE AMO, NÃO SE VÁ PELO AMOR DE DEUS...
Euripedes Alves de Jesus
Nos os homens somos tão pequenos, tão pequeninos que, cabemos num ventre divino de uma mãe maravilhosa.
[ ghiarone ]











